Afiya Mbilishaka

As seen on a Sussex Directories Inc site

Currículo – Professora Associada de Psicologia na Universidade do Distrito de Colombia – Washington DC. Seu interesse clínico reside no uso de rituais culturais de tradições africanas para práticas contemporâneas e holísticas de saúde mental. Ela também conduz pesquisas sobre Terapia Narrativa, Identidade Racial, e Pscyhohairapy (Psicologia do cabelo). Usando o cabelo como mediação para serviços de saúde mental em salões de beleza e barbearias.

Sua fala na Reunião Online Da Associação de Psicólogos Negros (ABPsi) dos EUA – 18/04/2020 (Resposta de Psicólogas/os Negras/os frente à Pandemia)

Afiya Mbilishaka (Tradução Simone Gibran Nogueira)

Saudações a todos. Estou muito feliz de participar desta conversa. Eu estou bastante mobilizada pelas dicas e técnicas que estão sendo compartilhadas aqui. Eu notei na clínica psicológica que há algumas diferenças entre meus clientes: alguns estão prosperando e outros em sofrimento profundo. Uma das grandes diferenças é sua visão de mundo. Para as pessoas que estão sobre um stress agudo, sua visão de mundo foi destruída. Eles estão tendo vários pensamentos como: eu não acredito que isso está acontecendo? Porque isto está acontecendo conosco? O que vamos fazer? Em contrapartida outras pessoas que estão prosperando.

Eu fiquei muito intrigada com algumas imagens e mensagens que foram compartilhadas mesmo aqui neste grupo hoje. Mas eu tenho que ter consciência de que o vírus Urugu está em todo lugar (conceito de Marimba Ani sobre das disfunções causadas na população afrodescendente pelo longo tempo de existência em sociedades racistas). Mesmo nesses lugares sagrados que a gente tenta proteger e manter para a Psicologia Negra. Então ela é uma técnica para antecipar distração, para antecipar violência e possibilitar estar preparado. 

Uma maneira ótima de estar culturalmente informado para lidar com o stresse do trauma secular e do covid é o ritual. Como as pessoas estão dizendo: O ritual esfria a cabeça. O ritual esfria a cabeça. Mesmo usando esse conceito de que rituais esfriam a cabeça precisamos pensar: que rituais estamos fazendo que são africanos por natureza? Eu sei que as pessoas moram em lugares pequenos. Eu mesma moro num apartamento e ainda continuo dançando. Espero que meu vizinhos não se importem. Precisamos de dança, de música, de ressoar com nossos padrões neurais enquanto pessoas africanas. Precisamos de coisas que nos recompensem, que nos deem prazer de serem feitas todos os dias. 

É importante estar em relação com outras pessoas. Eu tenho participado de algumas reuniões no Zoom, ou facebook, que estão mantendo minhas relações e mesmo melhorando-as. Eu falo mais com meus mais velhos do que eu normalmente fazia, ou com minhas sobrinhas e sobrinhos. Estamos fazendo uma grande peça de storytelling e batalha de provérbios. Buscamos aprender novos provérbios e nos desafiamos a contar diferentes estórias. Estamos querendo saber mais sobre nós mesmo e nossos povos por meio de muitas narrativas, terapias diferentes da oralidade. 

Outra perspectiva dentro dessa ideia de que o “ritual esfria a cabeça” é o quanto estamos sendo respeitosos com nosso ancestrais. Eu tenho tentado alimentar meus altares sagrados, aprender mais histórias, descobrir e fazer a árvore genealógica da família, para realmente entendermos de onde nós viemos. Assistir mais documentários sobre tradições africanas. Consumir coisas que realmente podem nos nutrir espiritualmente.

Um comentário em “Afiya Mbilishaka

  1. Gente!!! Que riqueza de blog!!! Muito conteúdo traduzido! Atuo como psicóloga judiciária e esse material certamente acrescentará muito ao meu olhar. Gratidão pela sua generosidade e compromisso social.

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